Clínico
não cirurgicos

Existem várias formas de tratamentos clínicos indicados para casos leves, porém são limitados e paliativos. Após avaliação com especialista, a primeira opção para tratar o suor excessivo sempre que possível, é com medicamentos orais, pomadas, cremes, desodorantes ou iontoforese. Quando o tratamento clínico não funciona, a cirurgia é indicada. Opções não-cirúrgicas para o tratamento da hiperidrose:

Antitranspirantes

Provocam tanto obstrução dos poros de excreção das glândulas sudoríparas como também induzem a atrofia das células secretoras.

Desodorantes

Não previnem o suor, mas mascaram seu odor, além de terem ação bactericida.

Medicamentos

Chamados anticolinérgicos podem ser usados para bloquear a produção das glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção do suor. Apesar de não serem licenciados para este objetivo, promovem diminuição do suor como efeito secundário.

Iontoforese

Pode ser feito nos pés e mãos, que são colocados em imersão dentro de um recipiente com água, por onde se veicula corrente elétrica de cerca de 15 mA, durante 30 minutos. O efeito é de obstrução da glândula ou de sua alteração elétrica, o que interrompe a produção do suor, porém somente a partir de 1 semana do início do tratamento. 

Toxina B.

Age bloqueando a passagem do estímulo para a glândula do suor, entre ela e o nervo. Funciona apenas em uma área de 1cm² ao redor de onde foi aplicada. Assim várias injeções são necessárias, o que a torna muito dolorosa para ser aplicada nas mãos e pés. A eficácia pode ser observada também a partir de 1 semana. O efeito pode persistir por até 13 meses. Para efeitos de longo prazo, o tratamento deve ser repetido regularmente. 

cirúrgicos

A simpatectomia é uma cirurgia efetiva e minimamente invasiva, utilizada para o tratamento da hiperidrose. Quando o distúrbio não está associado a causas secundárias como obesidade, hipertireoidismo, menopausa ou distúrbios psiquiátricos, a cura definitiva é possível por meio desta intervenção cirúrgica, que tem baixos índices de complicação, é rápida e segura.

Simpatectomia Torácica

A cirurgia para tratamento do suor da face (rosto), couro cabeludo, mãos e axilas é chamada simpatectomia torácica.
A cirurgia é feita por corte ou clipagem do nervo que estimula o suor. São realizadas duas incisões de cerca de meio centímetro na região das axilas, por onde se introduz uma câmera ótica com a função de transmitir imagens ampliadas.  A intervenção dura 30 minutos e na maioria dos casos, resolve com sucesso o suor excessivo, além de deixar uma cicatriz mínima.

É feita uma avaliação subjetiva antes de realizar a cirurgia, de acordo com o que o paciente revela. Cerca de 60% dos pacientes que apresentam hiperidrose palmar, também tem a hiperidrose plantar, que é o suor excessivo nos pés. Em 30% dos casos, a cirurgia torácica resolve também o problema do suor dos pés, além de tratar o odor das axilas e o rubor facial – vermelhidão no rosto. Os pacientes podem ter alta no mesmo dia em que a cirurgia é realizada.

Pós-operatório:
Normalmente o pós-operatório desta cirurgia é muito tranquilo e a alta hospitalar ocorre algumas horas após a intervenção.
Apesar da simpatectomia torácica ser um procedimento minimamente invasivo, sempre existe um pouco de dor quando há movimento dos braços e na respiração profunda, efeitos facilmente controlados com analgésicos comuns.
Cerca de 4 dias após a cirurgia, o paciente deve retomar gradativamente às atividades sociais habituais (dirigir, trabalhar, estudar). Para voltar a praticar atividades físicas recomenda-se somente após 15 dias. As complicações que raramente acontecem no pós-operatórias são o pneumotórax ou o hemotórax residual.

Efeitos colaterais:
Este procedimento implica em alguns riscos específicos, mas se realizada pela técnica adequada e por um cirurgião experiente é um procedimento bastante seguro.
O principal efeito colateral é o suor compensatório, que corresponde ao aumento do suor em outras partes do corpo, como dorso, nádegas e coxas. Contudo, a hiperidrose compensatória costuma ser bem mais leve do que a original.
Outro efeito da simpatectomia torácica é a anidrose - ausência anormal de suor que ocorre em resposta ao aumento da temperatura do corpo - onde os membros superiores ficam um pouco mais vascularizados e quentes após a simpatectomia. Este é um sintoma difícil de perceber durante o dia a dia.
Outros problemas que podem ocorrer após a simpatectomia torácica, embora sejam raros, é a queda irreversível da pálpebra, o colabamento pulmonar e a perfuração do pulmão. 

O que esperar da cirurgia de simpatectomia torácica?
O resultado da cirurgia é imediato, o paciente ao acordar da anestesia geral perceberá suas mãos secas e quentes, o aumento da temperatura ocorre devido ao aumento da vascularização na área operada. Em uma proporção que varia de 15% a 30% dos pacientes operados para hiperidrose palmar ou axilar, também ocorre algum grau de melhora no suor dos pés, embora em 5% dos casos poderá aumentar devido a possibilidade de suor compensatório nos pés.

Simpatectomia Lombar

A cirurgia para tratamento do suor dos pés, pernas, virilhas e nádegas é chamada simpatectomia lombar, feita no Brasil pela primeira vez em 1993. Ela consiste na retirada de um pedaço pequeno do nervo simpático lombar, responsável por estimular as glândulas que produzem suor. 
Utilizando o espaço retroperitoneal (espécie de atalho que se usa para chegar ao nervo de forma mais segura e rápida), nossa equipe foi pioneira no Brasil, em 2004. 

Atualmente utilizamos materiais ultrafinos – de última geração – o que garante resultado estético superior. A cirurgia dura cerca de uma hora e o paciente tem alta no dia seguinte. Após a cirurgia, o paciente deixa de suar em excesso na região que o incomodava. 

Pós-operatório:
Espera-se um período pós-operatório relativamente tranquilo após a cirurgia de simpatectomia lombar endoscópica. Como as incisões são muito pequenas e o acesso ao nervo responsável pelo suor é direto, a dor provocada pela cirurgia costume ser de baixa intensidade.
Os pacientes em geral já se alimentam, algumas horas após a cirurgia.
Na alta serão detalhados as recomendações do que se pode ou não fazer após a cirurgia. O retorno ao trabalho já pode se dar em geral com uma semana de operado.

Efeitos colaterais:
Os principais inconvenientes que podem ocorrer em consequência da simpatectomia lombar são:
* Suor compensatório - pode haver aumento do suor nas costas e no abdome, embora seja pouco frequente.
* Inchaço dos pés e tornozelos - é um efeito comum e temporário da cirurgia. Ao mesmo tempo que os pés secam, eles podem ficar um pouco inchados nos primeiros dias, até algumas semanas após o procedimento.
* Dor - Alguns pacientes podem experimentar dor pós-operatória, que se inicia em até 15 dias depois de operado. Isto é comum. Antes da alta o paciente é devidamente orientado sobre como proceder.

O que esperar da cirurgia de simpatectomia lombar?
Imediatamente após o termino da cirurgia, os pés já esquentam e começam a secar. A médio e longo prazo, espera-se que este efeito permaneça. A média é que o controle do suor nos pés perdure. Em 5 anos a média é de 90% de efetividade da cirurgia. Uma vez operado, dificilmente o suor nos pés volta.

Internação:
A internação é de um dia na grande maioria dos pacientes. Pacientes de outras cidades são solicitados que venham 1 a 2 dias antes da cirurgia para tratar dos detalhes, verificação de exames e consulta pré-anestésica.


Realizamos a cirurgia de suor nos pés (simpatectomia lombar) também em São Paulo. Para maiores informações, exclusivamente sobre esta cirurgia, entrar em contato pelos telefones:
São Paulo (11) 3437-3228
Campinas: (19) 3233-6221 / (19) 3233-9840

Curetagem das glândulas sudoriparas

É a extração das glândulas sudoríparas (causadoras do suor) das axilas, que são removidas através de orifícios minimanente invasivos – no máximo 1 cm cada - após anestesia local com sedação leve. O procedimento é capaz de reduzir substancialmente a produção do suor na região, por tempo prolongado.
É realizado em ambiente hospitalar, mas sem necessidade de internamento após o procedimento.
O pós-operatório, com o auxílio dos analgésicos, costuma ser indolor, mas necessita de repouso, uma vez que um curativo compressivo é deixado na região por cerca de 5 dias, para que ocorra a correta cicatrização do local.
Como efeitos colaterais da cirurgia, pode ocorrer a perda dos pelos da axila (muito frequente), hematomas locais e fibrose (endurecimento) da pele da axila, a qual costuma melhorar com o passar dos meses. Diferentemente da simpatectomia torácica, este procedimento interfere apenas na produção do suor das axilas, não agindo, por exemplo, na suor excessivos das mãos. Em contrapartida,  a sudorese compensatória (aquela que pode surgir depois uma simpatectomia) não ocorre no procedimento de curetagem axilar.

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